• Susana Alves

Trabalhar em Portugal é esquecer as crianças

É disto que tenho falado um pouco em alguns dos meus posts e hoje saiu um estudo sobre o estado da educação em Portugal, com números de 2018:

O "Estado da Educação 2018" indica que as crianças, em Portugal, passam quase 40 horas por semana fora de casa.

Somos o 2º país da OCDE no que toca ao tempo passado por crianças em idade pré-escolar em amas e infantários. Se isto não nos envergonha a todos, envergonha-me a mim. E volto a frisar: grande parte das empresas e instituições em Portugal, são pouco produtivas e vivem de sucessos medíocres à custa das vidas pessoais de quem estica salários para pagar contas. No Instituto do Emprego e da Formação Profissional, são centenas as ofertas de trabalho em empresas que pedem horários de 40 horas semanais com salários na ordem dos 600 euros (?!!). O "Estado da Educação 2018", revela também que Portugal é um dos países onde há mais oferta de creches e amas no pré-escolar. Claro, ou então levávamos todos as crianças para o trabalho. Mas não se esqueçam, a esmagadora desta oferta é paga e, num infantário normal, na região de Lisboa, encontrar mensalidades abaixo dos 300 euros é obra. Eu não encontrei. Façam então as contas deste Portugal, de quem trabalha e tem filhos: 40 horas semanais de trabalho, mais idas e vindas de carro ou transportes, com salários entre os 600 e os 800 euros e creches a rondar a metade desses valores. Não sobra tempo, não sobra dinheiro e o nosso país continua a passo demasiado lento no que é essencial. As crianças mereciam melhor pois elas são mesmo o melhor que há.


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